Meu altar particular.



Os olhos, ela viu, os olhos tinham mudado. Estavam parados, com uma coisa no fundo que parecia paz. Ou desencanto.

Os olhos, ela viu, os olhos tinham mudado. Estavam parados, com uma coisa no fundo que parecia paz. Ou desencanto.

- Aos olhos nus, não passava de um chuva repentina, mas aqui dentro soava como uma tempestade.

São apenas flores. Nascem, crescem, murcham e morrem. Se não regadas, vivem pouco. Se regadas, também não vivem muito. Então o amor, amor mesmo, não se parece com flores. Amor não morre. Amor cresce e sobrevive. Enfrenta secas, chuvas, tempestades e escassez. O amor continua, com água ou sem água. Se morrer, - se não sobreviver a baixas temperaturas, ao tempo - não chegou a ser amor. Essa coisa de que amor é flor, é mentira. Flores morrem. Amor suporta tudo.

A mão de Deus é forte o bastante para sustentar o universo. E delicada o suficiente para cuidar do seu coração.

Ouvi alguém gritando - olha o temporal. Corri e fechei as janelas. Só que você entrou pela porta. Gabito Nunes

Ouvi alguém gritando - olha o temporal. Corri e fechei as janelas. Só que você entrou pela porta. Gabito Nunes

“O único silêncio que perturba, é aquele que fala. E fala alto. É quando ninguém bate à nossa porta, não há e-mails na caixa de entrada, não há recados na secretária eletrônica e mesmo assim, você entende a mensagem.” 

Está fazendo um dia lindo de outono. A praia estava cheia de um vento bom, de uma liberdade. E eu estava só. E naqueles momentos não precisava de ninguém. Preciso aprender a não precisar de ninguém. É difícil, porque preciso repartir com alguém o que sinto. O mar estava calmo. Eu também. Mas à espreita, em suspeita. Como se essa calma não pudesse durar. Algo está sempre por acontecer.

Os olhos, ela viu, os olhos tinham mudado. Estavam parados, com uma coisa no fundo que parecia paz. Ou desencanto.