Meu altar particular.
São apenas flores. Nascem, crescem, murcham e morrem. Se não regadas, vivem pouco. Se regadas, também não vivem muito. Então o amor, amor mesmo, não se parece com flores. Amor não morre. Amor cresce e sobrevive. Enfrenta secas, chuvas, tempestades e escassez. O amor continua, com água ou sem água. Se morrer, - se não sobreviver a baixas temperaturas, ao tempo - não chegou a ser amor. Essa coisa de que amor é flor, é mentira. Flores morrem. Amor suporta tudo.
A mão de Deus é forte o bastante para sustentar o universo. E delicada o suficiente para cuidar do seu coração.
“O único silêncio que perturba, é aquele que fala. E fala alto. É quando ninguém bate à nossa porta, não há e-mails na caixa de entrada, não há recados na secretária eletrônica e mesmo assim, você entende a mensagem.”
Está fazendo um dia lindo de outono. A praia estava cheia de um vento bom, de uma liberdade. E eu estava só. E naqueles momentos não precisava de ninguém. Preciso aprender a não precisar de ninguém. É difícil, porque preciso repartir com alguém o que sinto. O mar estava calmo. Eu também. Mas à espreita, em suspeita. Como se essa calma não pudesse durar. Algo está sempre por acontecer.


